RESENHA: Casos de Família - Ilana Casoy

Casos de Família
Ilana Casoy
Editora: DarkSide Books
Ano: 2016
Páginas: 560
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Sinopse: A pedido da editora, Ilana Casoy mergulhou em suas anotações particulares que está de volta com mais uma luxuosa reedição de suas obras, incluindo os inéditos fac-símiles de seus cadernos secretos. Primeira autora nacional da DarkSide®, Ilana traz para seus leitores o mistério desvendado de comentários originais dela mesma no desenrolar dos acontecimentos e descobertas. Além de acompanhar passo a passo o rumo das investigações e julgamento dos assassinos que romperam a linha da lei e do sagrado, os sentimentos e dúvidas da autora ficam agora expostos ao público. Em “Arquivos Richthofen” o leitor vai acompanhar o comportamento dos três assassinos — as contradições e os erros decisivos; a distância de Suzane ao relatar os fatos, o descontrole de seu namorado Daniel na reprodução simulada do crime, os depoimentos e técnicas de investigação da polícia, dos médicos legistas, peritos e especialistas, que não deixaram outra alternativa aos culpados que confessar os assassinatos brutais. A grande novidade fica por conta da transcrição inédita do emblemático debate entre acusação e defesa, com o objetivo de oferecer os detalhes do julgamento nunca publicados. Em “Arquivos Nardoni” o mergulho é em um dos casos criminais mais polêmicos já ocorridos no Brasil, que contou com um qualificado trabalho da polícia técnico-científica — única “testemunha” do crime. Ilana reconstrói os cinco dias do julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella de Oliveira Nardoni, condenados pelo assassinato dela. A autora foi colaboradora do Ministério Público, que, com a ausência da confissão dos réus, trabalhou com provas periciais irrefutáveis para confrontar a versão do casal no tribunal do júri.
 

     Segura o coração que essa resenha foi muito esperada por mim e por bastante gente no Instagram. Pra quem ainda não sabe, eu sou a louca dos thrillers e investigações criminais, então quando soube da existência desse livro, coloquei na minha lista de desejados do Skoob e esperei eternamente uma promoção e ela finalmente chegou! Passo horas vendo reportagens de crimes e tragédias do Fantástico no Youtube e o caso da Suzane Richthofen já me interessava há muitos anos, motivo que só aumentou meu desejo em ter esse livro maravilhoso!

"Em algum momento, esse casal decidiu, esse casal ali [apontando para Suzane e Daniel], que agora está distante, mas está distante agora, decidiu que precisava fazer alguma coisa. Que precisava dar um passo a mais. E qual era o passo a mais? Eliminar o casal Richthofen, eliminar Manfred e Marísia, esse é um segredo que não se compartilha, isso é algo que não se fala, mas como ninguém percebeu?"


    Em Casos de Família, Ilana Casoy conta em detalhes os dois crimes que chocaram o Brasil. Na primeira parte, o assassinato de Manfred e Marísia Von Richthofen, pelos irmãos Cravinhos e arquitetado pela filha do casal Suzane Von Richthofen. Nesse caso, Ilana descreve quase como uma história com um final trágico, um romance em que os pais eram os vilões, segundo os dois amantes que queriam ficar juntos. É assim arquitetado o plano de assassinato dos pais da herdeira Suzane, que foram mortos de forma fria e calculista e tudo foi feito para que parecesse um assalto. Na segunda parte do livro, Ilana assiste o julgamento de outro crime chocante: o assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos de idade, pelo pai Alexandre Nardoni e sua madrasta Anna Carolina Jatobá. O casal já tratava Isabella mal e em uma briga surtaram, Jatobá asfixiou Isabella e a jogou do andar do prédio, o que também era pra parecer um assalto. É nesse livro que analisamos em detalhes a frieza para cometer tais atos e o quanto o ser humano é capaz de fazer fora de si. 


   Comecei com muita fé que iria conseguir ler o livro inteiro sem interrupções. Eu já havia assistido o vídeo da Bel sobre esse livro e já sabia que ela tinha dito que pulou o crime da Suzane, pois tinha achado pesado demais. E é verdade. O livro começa com Ilana narrando todo o crime, como se fosse uma narradora observando tudo, a história foi resultado de inúmeros depoimentos colhidos, que são detalhados também no decorrer do livro. Não consegui cumprir o que queria e acabei parando logo no começo do livro. A autora descreveu mesmo como o crime aconteceu e eu tive ânsias de vômito ao ler as descrições dos corpos, feita pelo IML. 

5 livros sobre crimes que estão na minha wishlist

Hoje decidi trazer um post de wishlist/indicação pra vocês. Estava eu aqui vendo quando meu livro Casos de Família, da Ilana Casoy, publicado pela DarkSide, vai chegar, quando pensei que essa é uma ótima ideia pra post. Estou bem aqui pra mostrar pra vocês que sim: leio romance, fantasia …

RESENHA: Olhos Vendados - Faye Kellerman

Olhos Vendados
Faye Kellerman
Editora: HarperCollins
Ano: 2016
Páginas: 368
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Sinopse: Como detetive de homicídios de Los Angeles, Peter Decker não vive uma vida normal. Depois de anos na polícia, já viu todo tipo de coisa e nada mais parecia surpreendê-lo. Decker, inclusive, aprendeu que seu trabalho é uma ameaça para aqueles que mais ama, entre elas sua esposa, Rina Lazarus. Mas o melhor investigador da Califórnia é desafiado novamente quando um brutal assassinato múltiplo envolvendo o bilionário Guy Kaffey o enreda em intrigas e mistérios que colocam sua família em perigo mais uma vez.
 

         Devido ao meu amor aparente por investigações criminais, encontrei Olhos Vendados em um estande do Shopping Difusora e eu sinceramente o levaria só pela capa maravilhosa, mas o assunto já era parte de meu interesse, então só comprei e encarei o livro por meses na minha estante, esperando o momento certo de ler. Bem, o tal momento chegou e, infelizmente, foi contrário ao que coloquei nesse livro na minha mente. Ele é sim de investigações criminais, mas ao contrário do que aconteceu quando li Harlan Coben, a narrativa não me prendeu ao crime e nem me fez querer descobrir quem matou quem.

"Decker desligou e pensou em tudo de que precisava: um caderno de anotações, canetas, luvas, sacos para evidências, máscaras faciais, lupas, detectores de metal, hidratante e Advil, e este não para uso forense, mas porque ele estava com uma dor de cabeça forte, por ter sido despertado de um sono profundo."

RESENHA: Seis Anos Depois - Harlan Coben

Seis Anos Depois
Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 272
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Sinopse: Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram no verão. Eles estavam em retiros diferentes, porém próximos um do outro. O dele era para escritores; o dela, para artistas. Eles se apaixonaram e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas. E foi por isso que Jake não entendeu quando Natalie decidiu romper com ele e se casar com Todd, um ex-namorado. No dia do casamento, ela pediu a Jake que os deixasse em paz e nunca mais voltasse a procurá-la. Jake tentou esconder seu coração partido dedicando-se integralmente à carreira de professor universitário e assim manteve sua promessa... durante seis anos. Ao ver o obituário de Todd, Jake não resiste e resolve se reaproximar de Natalie. No enterro, em vez de sua amada, encontra uma viúva diferente e logo descobre que o casamento de Natalie e Todd não passou de uma farsa. Agora ele está decidido a ir atrás dela, esteja onde estiver, mas não imagina os perigos que envolvem procurar uma pessoa que não quer ser encontrada. Em Seis Anos Depois, Harlan Coben usa todo o seu talento para criar uma trama sensacional sobre um amor perdido e os segredos que ele esconde.

Devo falar logo que li Seis Anos Depois somente por causa de uma promoção surreal das Americanas. Lá estava eu na minha primeira semana de aula quando entro na Americanas (minha faculdade é do lado da loja) e vejo vários livros em promoção. Dou de cara com Harlan Coben. Esse cara que muita gente fala maravilhosamente bem e que eu nunca tinha tido oportunidade de conhecer. Quando vi que Seis Anos Depois estava por apenas R$ 4,99, me agarrei no livro e só soltei no caixa. Foi o melhor achado da minha vida até hoje porque afinal, o livro já é um dos meus favoritos.