#AquelaAjuda Como escrever uma resenha literária?


      Ano passado comecei uma coluna aqui no blog chamada #AquelaAjuda, onde eu postei sobre algumas dúvidas que eu via serem perguntadas e meu objetivo sempre foi ir mais pro lado blog com a coluna. No segundo período da faculdade (de Comunicação Social), tive uma cadeira chamada Comunicação e Linguagem, onde nosso ponto principal foram as lindas resenhas. Fiquei obviamente super feliz né, resenhas são minha praia e eu já me imaginei passando bem linda na cadeira. O negócio é que as resenhas não eram de livros, e sim de artigos científicos! Não tirei nota baixa nem nada, mas foi uma decepção ver que as resenhas universitárias são totalmente diferentes das que eu escrevo aqui. Foi nesse momento que pensei que seria bom trazer um post sobre como escrever uma resenha, já que já tinham me perguntado e também vejo muita gente escrevendo um sinopse com suas palavras e considerar isso resenha. Foi semana passada que resolvi que realmente traria essa temática aqui pro blog, quando recebi um e-mail de uma leitora aqui do blog, me pedindo para ajudá-la a escrever uma resenha pra blog literário. Resumi tudo que acho importante e vamos lá que esse post vai ser bem explicativo e grandinho!

     O que é uma resenha?


Uma resenha é uma descrição detalhada de uma obra, em que a parte principal é a opinião do autor. Então, é obrigatório que a resenha seja o mais parcial possível. Não tente se afastar da sua própria opinião, com medo de influenciar as pessoas. O intuito da resenha é justamente esse: usar as palavras ao seu favor para que as pessoas se interessem pelo conteúdo da sua resenha, seja um livro, filme, série ou, no meu caso, um artigo científico. 

     O que deve ter na minha resenha além da minha opinião?


Bem, já que tocamos nesse assunto, é importante que você detalhe um pouco a obra. Coloca uma sinopse, umas informações técnicas também é massa. Por exemplo, nas minhas resenhas eu sempre coloco a "ficha técnica" do livro, para que o leitor saiba qual editora publicou o livro, em que ano e em quantas páginas. Acredite, até o número de páginas é importante. Sério! Por exemplo, eu mesma só li Para Educar Crianças Feministas, da Chimamanda Ngozi Adichie, quando li uma resenha e vi na ficha técnica do livro que continha menos de 100 páginas. Estava a fim de ler algo curto e legal e mergulhei na leitura e não me arrependo. Isso serve para o contrário também. Se a pessoa tiver a fim de ler algo de mais de 400 páginas, isso também pode contribuir para o interesse no livro. 

    E o tamanho da minha resenha?


Olha, nem grande demais nem pequeno demais. Leio muitas e muitas resenhas quando estou retribuindo comentários aqui do blog e a maioria delas são fáceis de ler, pois a/o blogueira/o conseguiu dividir tudinho a ponto de ser confortável de ler. Por exemplo, se você escreveu a sua resenha e achou um tamanho médio, mas usou apenas 3 parágrafos, pode ser que os parágrafos tenham ficado grande demais e isso dá preguiça de ler todo. Escreva parágrafos com no máximo 15 linhas no campo de postagem do blog, pois acho que mais que isso dá preguiça real de ler. Mas, por outro lado, como comentei por aqui, já li resenhas que não eram na verdade resenha. Vou dar um exemplo claro abaixo:

#AQUELAAJUDA Como ser universitária e blogueirinha literária ao mesmo tempo?


       O que vocês não me pedem rindo que eu não faço chorando, né? Não que eu esteja chorando nesse momento, mas estou atendendo a pedidos e isso é o que importa. A Vaneza do Garota do 330 me pediu amorosamente no Instagram (@proximaprimavera) que eu escrevesse este post com este nome, inclusive. Achei hilário sim, mas realmente gente, o pessoal me pergunta no stories o tempo todo como que eu faço pra fazer faculdade E ter que ler tantos livros e resenhar para o blog. Não tem segredo gente: eu morro. Mentira! Eu ralei bastante pra poder chegar no nível que cheguei de organização semanal e vou contar pra vocês aqui nesse post como ser uma universitária com milhões de xerox pra ler e provas para fazer e ler milhões de livros e resenha-los em seus blogs. 

       Seguinte, primeiramente você tem que saber quais são suas prioridades e o quanto o blog significa pra você. Já falei disso aqui e repito novamente aqui. Quando aceitei que o Próxima Primavera é mais que um hobby, as coisas se tornaram mais difíceis, mas quase no mesmo momento recebi um retorno incrível e nem precisa ser financeiro gente, naquela época não tinha entrado um centavo no meu bolso e eu tinha o total de ZERO parcerias. 

1) O quanto seu blog significa para você?

Se você pensar nessa pergunta e ainda considerá-lo como algo que faz no tempo livre, tá na hora de pensar um pouco no quanto ele pode ser para você. Não é porque é algo que você goste de fazer e que pareça ser simples e as pessoas achem ser inútil que você tem que considerá-lo apenas isso. Gente, acordem! Ser blogueira é sim difícil! Literária piorou. Imagina o quanto de livro é preciso ler e escrever separando quotes, tirando fotos, divulgando os posts, ter base de diversos livros pra fazer posts de indicações literárias e tags. 

2) Qual o seu nicho? Como você o distribui nos posts?

Seguinte, se você aí acompanha o Próxima Primavera desde o começo, sabe que antes eu escrevia desde livros até filmes, séries, música, tags, papagaios na janela, casa desmoronando.. Eu fazia do blog um diário, mas depois acabei percebendo que eu tinha um leque tão grande de informações que eu precisava escrever, que acabava sendo difícil procurar tanto conteúdo e ainda assim juntar com a escola, na época. Eu tinha que ler livros, assistir filmes e séries diferentes, ouvir cantores diferentes e sei lá gente, tem bastante coisa. Assim, eu decidi que ia focar no que eu amo e o que é mais visto aqui no blog (os livros), as coisas melhoraram bastante. Hoje no blog eu escrevo predominantemente resenhas, mas indico livros, séries e filmes inspirados nos livros. Tenho planos já quase terminados de uma coluna de livro vs. filme/série. Acho bem legal isso. Então meu nicho virou literatura, acabando que eu tenho que encaixar apenas livros e alguns filmes e séries, que entram no meu lazer do dia né, na minha rotina corrida.

15 dicas para economizar na compra de livros #AquelaAjuda

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       Mais uma coluna aqui no blog, que eu espero que eu consiga seguir por algum tempo. Ultimamente venho observando que muita gente tem dúvida acerca de preços de livros, resenhas, rentabilidade e até mesmo tudo envolvendo seu blog literário. Eu procuro ajudar como posso por meio de comentários nos posts dos grupos no Facebook e também por mensagens e e-mails que recebo nessa vida. Mas já fazia um bom tempo que eu pensava em trazer isso pro blog para facilitar ainda mais e, de fato, com tudo que sei sobre o assunto - podendo te ajudar ou não. Resolvi começar por um assunto que não me pedem ajuda nessa vida, mas já esteve presente em muitas conversa com amigos. "Como tu consegue comprar e ler tantos livros?" "Você é muito rica, né?". Gente, pelo amor!!!! Claro que não. E quando tento explicar o que faço, acabo me atrapalhando toda e deixando de lado várias etapas dessa vida de leitora compulsiva. Por isso, resolvi começar falando um pouco sobre como compro economizo comprando livros, coisa que comecei a fazer em 2017 e já vejo um resultado enooooorme. Espero que gostem das dicas e comecem a usá-las porque acreditem: faz muita diferença no bolso e dá pra comprar mais livros haha. 

DICA 1 - SEJA MENOS COMPULSIVO (A)!


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Foto: Conversa Cult

Ok. Que hipocrisia! Quem me conhece sabe que sou dessas que não pode ver um livro e já quer comprar. Bem, estou deixando (JURO) esse costume consumista de lado e analisando tudo por outro ângulo. Vamos fazer que nem a Becky Bloom e repetir mentalmente: "EU NÃO PRECISO DESSE LIVRO. EU NEM GOSTO DESSE GÊNERO!" ou "Eu NÃO preciso desse livro agora. Está caro e eu posso esperar mais um pouco". Mas esperar até quando? Aí vai a segunda dica.

DICA 2 - IT'S ON SALE!


Existe coisa melhor que promoções? Tem gente que não acredita muito nessa palavra e até eu mesma desprezava a coisa por causa do meu pai meio economista da vida. Não sei se foi ele quem me disse que o preço real da mercadoria é o dito nas promoções, mas no começo eles colocam alto para quando baixarem nas promoções as pessoas acharem que está bem barato, quando na verdade era o preço dele e quem comprou por mais caro se lascou. Beeem, que seja. Mas vale muuuito a pena dar uma olhada nas promoções tanto online quanto em livrarias físicas e segurar a carteira fechada e repetir o mantra da Becky Bloom. 

DICA 3 - LISTAR OS LIVROS MAIS DESEJADOS



Minha lista de desejados no Skoob. Foto: Próxima Primavera


Para a dica 2 funcionar direitinho, é preciso também que você tenha noção do que está vendo com desconto. Por exemplo, não vale a pena comprar um livro sobre um menino em uma nave espacial se você nunca gostou desse gênero mesmo tendo tentado ler várias vezes só por ele estar por R$ 20,00. Acho que o mais aceitável é você ter direções. Ultimamente entro nas Americanas perto da minha faculdade todos os dias e na maioria deles dou uma olhada rápida no livros. Mês passado eu ia levar um livro que estava por R$ 34,90 apenas porque pirei por ele estar lá e eu o queria a taaaanto tempo. 


DICA 4 - PECHINCHE MUITO! (E DEPOIS MAIS UM POUCO)


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"Eu sou um viciado em livros. Se você é uma pessoa legal, vai me vender livros pela metade do preço!" Foto: Coração de Tinta
Quando voltei à Americanas 2 semanas atrás, encontrei uma placa enorme na frente dos livros em que dizia: "PROMOÇÃO 50% DE DESCONTO EDITORA HARPERCOLLINS" e aí eu peguei o livro tão desejado e o símbolo da Harper Collins brilhava! Levei o livro que tanto queria por R$17,45! Fiquei morta de felicidade. Isso é pechinchar. É namorar e ao mesmo tempo ficar de olho no precioso e acredite: ele vai baixar rapidinho se não for um lançamento.