Cadê o respeito e a sororidade? (Pós-F, Fernanda Young)

   Aí se vai mais uma leitura que eu esperava uma coisa e na verdade foi completamente diferente. Pra quem não sabe, venho me interessando por políticas sociais já faz uns meses e o feminismo, que parecia algo bem radical pra mim, passou a ser algo que eu totalmente me identifico, então estou lendo mais e mais livros sobre pra aprender bastante. O problema foi eu não saber inicialmente que esse livro na verdade é o contrário de feminista.

Queime todos que tentarem queimar você (A bruxa não vai para a fogueira neste livro, Amanda Lovelace)

   Esse é um daqueles livros que a capa é tão tchan que a gente já quer ler, independente do que for. Já conhecia a Amanda Lovelace do livro A princesa salva a si mesma neste livro, que nunca cheguei a ler, mas agora que já conheço a escrita da autora fiquei ainda mais curiosa. O livro dessa resenha é curto e grosso (e não digo na quantidade de páginas).

Os vídeo-games em um 2045 distópico (Jogador Nº 1, Ernest Cline)

   Eu provavelmente não acreditaria se alguém me dissesse que eu viciaria tanto em Jogador N°1 a ponto de não conseguir ir dormir sem saber o final. A ficção científica barra distopia me conquistou tanto pela linguagem mais jovem, que foi impossível não me envolver e me perguntar como seria viver naquele mundo. Um 2045 em que as pessoas não precisassem mais do contato humano, pois no OASIS, você pode ser quem você quiser, e ir pra quantos mundos você quiser. Tudo anonimamente. Tudo com o óculos de realidade virtual. 

RESENHA: Desaparecida - Catherine McKenzie

Desaparecida
Catherine McKenzie
Editora: Leya
Ano: 2014
Páginas: 318
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Sinopse: Quem nunca sonhou em recomeçar a própria vida do zero? A jovem advogada Emma Tupper se vê diante dessa oportunidade quando volta para casa, após passar seis meses desaparecida na África. Surpresa, percebe que todos acreditam que ela estava... morta. Emma descobre que sua antiga vida foi apagada. O apartamento onde vivia acaba de ser alugado para um novo inquilino, o misterioso fotógrafo Dominic. No escritório de advocacia, no qual construía uma carreira brilhante com chances de concorrer ao cargo de sócia, sua rival Sophie se apossou não só de seus clientes e de sua sala, mas também de seu namorado, Craig. Enquanto tenta resolver o caos no qual seu mundo se transformou, Emma se questiona: ela era feliz antes de sua viagem à África? Tinha valido a pena se sacrificar tanto em nome do trabalho? Amava Craig de verdade? Queria mesmo ter aquela vida de volta? Romântico e espirituoso, Desaparecida revela a envolvente trama de uma mulher à procura de si mesma.
 

     Sabe quando o livro tem a sinopse perfeita e você já consegue imaginar que vai ter um enredo bem viciante e completo? Bem, isso aconteceu nesse livro, mas a parte ruim é que só a sinopse e a ideia do livro são boas. Li capítulos inteiros bem entediada com a quantidade desnecessária de eventos que a autora jogava totalmente sem necessidades. Sinceramente, nem sei se valeu a pena a tentativa. 

     Em Desaparecida, Emma sofre a perda de sua mãe e planeja realizar seu último desejo de quando ela estava viva: visitar a África. Nessa viagem, que ela supostamente descobriria o porquê de ter ido para lá, ela acaba ficando presa por meses sem acesso a internet nem telefone. Quando Emma finalmente consegue voltar para casa, percebe que tinham a dado como morta e desaparecida e ela precisa recuperar sua vida antiga ou apenas construir uma nova. 

"- Onde foi parar aquela Emma que fez tudo isso?
- Eu acho que a perdi na África."

     "Se você tivesse a chance de recomeçar, o que você faria?". Essa frase está presente na capa do livro, que eu honestamente achei linda demais. O grande problema é a ilusão presente nela e na sinopse do livro. Emma é uma das personagens mais indecisas que eu já conheci nessa vida. Quando ela chega da África, esperneia demais porque tudo mudou. Ela queria que não mudasse? E então ela passa quase metade do livro na fossa porque as pessoas desistiram dela e, inclusive, o namorado, que estava saindo casualmente com sua inimiga mortal da empresa de advocacia em que trabalham. 

RESENHA: O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares - Ransom Riggs

O Orfanato da Srta Peregrine Para Crianças Peculiares
Ransom Riggs
Editora: Leya
Ano: 2015
Páginas: 336
Adicione no Skoob - Compre aquiSinopse: A história começa com uma tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo - por mais impossível que possa parecer - ainda podem estar vivas.

       A leitura desse livro foi algo que sempre quis fazer, mas tive minhas dúvidas por ser fantasia e eu não estar muito acostumada a ler esse gênero. Fui com fé me baseando nas resenhas e indicações que li e mergulhei no universo de Ransom Riggs, ficando totalmente envolvida na história. Já espero ansiosamente pela minha leitura dos próximos livros. 

"Essa era a ilha encantada; essas eram as crianças mágicas. Se eu estava sonhando, não queria mais acordar. Pelo menos, não por um bom tempo."

      O livro é narrado em primeira pessoa por Jacob "Jake", um garoto de 16 anos que desde pequeno cresceu ouvindo histórias do seu avô sobre o período em que ele viveu no País de Gales, em um orfanato. O que encantava Jacob, no entanto, era a fantasia envolvida nas histórias de ninar com monstros e crianças peculiares que podiam levantar uma pedra grande e pesada e até mesmo voar. Quando o avô de Jacob morre pede que o menino volte ao País de Gales e procure pela dona do orfanato, a Srta. Peregrine, pois as crianças peculiares estariam em perigo. Jacob tem que descobrir se tudo que o seu avô contou era verdade e o porquê de ele ter morrido repentinamente. 

"Só posso dizer que não era o tipo habitual de crianças órfãs, não como as do Orfanato Barnardo, que você vê quando aparecem na cidade para desfiles e coisas assim, sempre têm tempo para conversar. Não, essa turma era diferente. Alguns não sabiam nem falar inglês direito. Ou, para ser bem honesto, não falavam inglês de maneira nenhuma."

RESENHA: 826 Notas de Amor para Emma - Garth Callaghan

826 Notas de Amor Para Emma
Garth Callaghan
Editora: Leya
Ano: 2014
Páginas: 320
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Sinopse: Uma história de amor comovente de um pai por uma filha. Pouco depois de Emma completar 12 anos, seu pai, Garth Callaghan, descobriu que tinha câncer de rim. Determinado a fazer do tempo que lhe restava relevante, ele compilou diversos valores para auxiliar sua filha até a formatura do Ensino Médio. Garth começou a escrever seus recados em guardanapos quando Emma ainda estava nos primeiros anos de escola. À medida que a filha foi crescendo, suas notas tornaram-se mais significativas. 826 notas de amor para Emma é um relato familiar inspirador, repleto de amor e sabedoria. No início de cada capítulo, Garth apresenta um dos recados de guardanapo para, em seguida, compartilhar uma história ligada àquela mensagem e à sua própria vida. Com olhar sensível e sábio, Garth consegue confortar os corações e tocar as almas dos leitores.
 

      Ganhei esse livro de aniversário nos meus 18 anos esse ano da minha mãe. Esse e mais outro, na verdade, mas esse eu já desejava e resolvi ler primeiro com certo atraso de 3 meses. Acho que alguns livros são especiais de acordo com o momento que você está passando e acho que não tinha outro momento melhor que o que eu estou passando para ler as lições de vida de Garth Callaghan.

"Este livro é um chamado. Para acordar. Conectar-se. Compartilhar seus sentimentos. Faça aquele telefonema. Escreva aquele bilhete. Porque eu conheço bem a fragilidade da vida e sei o quanto é importante reservarmos um tempo para nos aproximar daqueles que amamos, enquanto ainda estamos aqui, enquanto ainda podemos."

      Nesse livro, o próprio escritor, Garth Callaghan, narra como descobriu que tinha câncer e como isso mudou sua convivência com sua esposa e sua filha Emma. É um livro autobiográfico contando sobre o processo de Garth de todos os dias deixar uma nota no guardanapo dentro da mochila da escola de Emma e o quanto isso foi importante na luta contra o câncer.

"Ser pai significa ajudá-la a tornar-se alguém que faça a diferença no mundo. Esse era o meu pequeno jeito de moldar seu cotidiano."

      Não conhecia o projeto de Garth, mas o Napkin Notes (Notas de Guardanapo) explodiu nos Estados Unidos anos atrás e o escritor do livro e a filha Emma foram parar na TV e em jornais pela coragem e pelo modo diferente do pai contar para a filha que sempre vai estar com ela, não importa onde a doença o leve. O livro é dividido entre conselhos para Emma e como Garth descobriu o câncer e momentos importantes que o fizeram valorizar a vida. 

RESENHA: A Vida de Aparência de Evelyn Beegan - Stephanie Clifford

Foto: Skoob
A Vida de Aparência de Evelyn Beegan
Stephanie Clifford
Editora: Leya
Ano: 2016
Páginas: 352
Adicione no Skoob - Compre aqui --------------Sinopse: Todo mundo quer pertencer a um grupo. Mas até onde você iria para ser aceita? O ano é 2006, o lugar é Manhattan, lar de jovens cheios de charme e estilo. Dinheiro e classe colidem numa cidade prestes a mergulhar em um precipício financeiro, carregando com ela boa parte do país. Aos 26 anos, Evelyn Beegan é uma pessoa inteligente e engraçada que está determinada a traçar o próprio caminho e se libertar das garras da mãe - uma alpinista social que a criou para se casar com um homem de uma família tradicional e influente. Evelyn se sente uma estranha em meio á elite nova-iorquina, mas, quando consegue emprego em uma rede social voltado exclusivamente para ricos e milionários, vê uma oportunidade de se juntar a eles. Recrutando novos membros para essa rede social, ela começa a frequentar as montanhas de Adirondack, as casas de campo de Newport e os clubes de Southampton, em companhia de socialites e barões de Wall Street. Aquela estranheza inicial se esvai até rápido demais e ela se vê intoxicada pela sensação de pertencer à alta sociedade e passa, inclusive, a agir como membro de uma família rica e tradicional. Porém, com o pai sendo processado por corrupção, Evelyn precisa impedir o declínio de sua família, agarrando-se à sua vida de mentiras. Estimulante, hilária e por vezes picante, a estreia literária de Stephanie Clifford oferece uma nova roupagem aos temas clássicos dos grandes romances - dinheiro, ambição, família, amizade -, e ao sentimento universal de se sentir parte de algo.


Eu mantive as esperanças por esse livro por bastante tempo. Me arrependi. Confesso que me interessei primeiramente apenas pela capa e pelo título, a sinopse parecia legal também e eu acabei colocando na minha lista de leitura. Eu passava uma eternidade em cada página e o tanto de informações ficava voando na minha cabeça.