#PREFIROOLIVRO - Confesse vs. Confess


       Planejei esse quadro aqui pro blog desde o ano passado e finalmente pude trazer ele pra cá do jeitinho que eu queria. Eu podia ter começado antes, mas queria começar com Confess e para isso, tinha que assistir a série inteira. Terminei semana passada e já estou aqui pra contar tudo pra vocês.

      É possível que você aí nem saiba que o livro Confess foi adaptado para série. Eu só fiquei sabendo depois de procurar uma série nova ano passado no aplicativo TV Show Time e achei esse, com uma das minhas atrizes favoritas, a Katie Leclerc, de Switched At Birth. Depois que fui deduzir que era, na verdade, a adaptação da obra da Colleen Hoover famosíssima. Resolvi que assistiria a série primeiro e se gostasse dos primeiros episódios, leria o livro. Esse era meu plano inicial, mas quando vi o primeiro episódio, gostei tanto que baixei o e-book de Confess (Confesse no BR).

SOBRE O LIVRO CONFESSE, DA COLLEEN HOOVER

      Tem resenha aqui no blog de Confesse, mas vou comentar um pouco o que eu achei do livro. Acho que, para mim, não foi uma das melhores obras da Colleen Hoover, mas mostra muito a capacidade de escrita da autora. Ela realmente nos transporta para o universo do livro e isso não deixou de acontecer comigo na história de Auburn e Owen.

RESENHA: Os Segredos de Colin Bridgerton (Os Bridgertons #4) - Julia Quinn


Os Segredos de Colin Bridgerton
Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 336
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Sinopse: Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente. No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.

 

ESSA RESENHA NÃO POSSUI SPOILERS DOS LIVROS ANTERIORES

     Continuando com a série da família Bridgerton, que eu amo demais, o quarto livro mostra a vida da excluída Penelope Featherington, que desde que se conhece por gente é apaixonada por Colin Bridgerton. Achei a leitura bem fluida, como todos os outros livros da série. 

"E se havia algo que Penelope sabia, mesmo na época, com 16 anos quase completos, era que seu futuro não incluía Colin Bridgerton no papel de marido."

     Penelope Featherington sempre foi vista pela sociedade londrina como a solteirona, que mesmo após debutar várias vezes, estava longe de conseguir se casar. Até a famosa Lady Whistledown, cronista anônima de Londres, fala de Penelope com desprezo, tanto por suas escolhas de vestido quanto por parecer tão submissa às opiniões dos outros. É aí que ela se aproxima do encantador Colin Bridgerton, o terceiro mais velho dos Bridgertons, que também estava solteirão. Penelope, que sempre foi apaixonada por ele, passa a ter Colin como um amigo e sentir que pode confiar nele pra qualquer coisa, inclusive com segredos entre os dois. 

RESENHA: Como Eu Era Antes de Você - Jojo Moyes

Como Eu Era Antes de Você
Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 320
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Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade - um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas - e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.


      É quase anormal a gente dizer que não leu um livro famoso ou que não gostou de um livro famoso, né? Bem, passei por essas duas fases com Como Eu Era Antes de Você. Seguinte, eu conhecia o livro, mas não tinha coragem de ler e aí o filme foi lançado. O que eu fiz? Isso mesmo, assisti, me apaixonei e chorei horrores porque não conhecia a história de Lou e Will. Imediatamente coloquei o livro na minha meta de leitura e quando finalmente tentei ler ano passado não consegui e o abandonei. Achei a narrativa arrastada e não me julguem por isso, mas nessa segunda tentativa (com sucesso) de ler, achei a mesma coisa, mas fui até o fim.

"Ser atirada para dentro de uma vida totalmente diferente - ou, pelo menos, jogada com tanta força na vida de outra pessoa a ponto de parecer bater com a cara na janela dela - obriga a repensar sua ideia a respeito de quem você é. Ou sobre como os outros o veem."

    Nesse livro, conhecemos Louisa Clark, uma jovem que não tem ambições de vida, trabalha como garçonete por anos para ajudar a sustentar a família e namora um corredor imbecil há 7 anos. A vida dela muda quando o bar onde trabalha fecha e ela precisa de um novo emprego. Conseguiu um de ser cuidadora de um recém vítima de acidente, que ficou tetraplégico. Will Traynor enlouquece Lou por ser extremamente amargo, mas ao mesmo tempo acende nela uma vontade de viver. 


#AquelaAjuda Como escrever uma resenha literária?


      Ano passado comecei uma coluna aqui no blog chamada #AquelaAjuda, onde eu postei sobre algumas dúvidas que eu via serem perguntadas e meu objetivo sempre foi ir mais pro lado blog com a coluna. No segundo período da faculdade (de Comunicação Social), tive uma cadeira chamada Comunicação e Linguagem, onde nosso ponto principal foram as lindas resenhas. Fiquei obviamente super feliz né, resenhas são minha praia e eu já me imaginei passando bem linda na cadeira. O negócio é que as resenhas não eram de livros, e sim de artigos científicos! Não tirei nota baixa nem nada, mas foi uma decepção ver que as resenhas universitárias são totalmente diferentes das que eu escrevo aqui. Foi nesse momento que pensei que seria bom trazer um post sobre como escrever uma resenha, já que já tinham me perguntado e também vejo muita gente escrevendo um sinopse com suas palavras e considerar isso resenha. Foi semana passada que resolvi que realmente traria essa temática aqui pro blog, quando recebi um e-mail de uma leitora aqui do blog, me pedindo para ajudá-la a escrever uma resenha pra blog literário. Resumi tudo que acho importante e vamos lá que esse post vai ser bem explicativo e grandinho!

     O que é uma resenha?


Uma resenha é uma descrição detalhada de uma obra, em que a parte principal é a opinião do autor. Então, é obrigatório que a resenha seja o mais parcial possível. Não tente se afastar da sua própria opinião, com medo de influenciar as pessoas. O intuito da resenha é justamente esse: usar as palavras ao seu favor para que as pessoas se interessem pelo conteúdo da sua resenha, seja um livro, filme, série ou, no meu caso, um artigo científico. 

     O que deve ter na minha resenha além da minha opinião?


Bem, já que tocamos nesse assunto, é importante que você detalhe um pouco a obra. Coloca uma sinopse, umas informações técnicas também é massa. Por exemplo, nas minhas resenhas eu sempre coloco a "ficha técnica" do livro, para que o leitor saiba qual editora publicou o livro, em que ano e em quantas páginas. Acredite, até o número de páginas é importante. Sério! Por exemplo, eu mesma só li Para Educar Crianças Feministas, da Chimamanda Ngozi Adichie, quando li uma resenha e vi na ficha técnica do livro que continha menos de 100 páginas. Estava a fim de ler algo curto e legal e mergulhei na leitura e não me arrependo. Isso serve para o contrário também. Se a pessoa tiver a fim de ler algo de mais de 400 páginas, isso também pode contribuir para o interesse no livro. 

    E o tamanho da minha resenha?


Olha, nem grande demais nem pequeno demais. Leio muitas e muitas resenhas quando estou retribuindo comentários aqui do blog e a maioria delas são fáceis de ler, pois a/o blogueira/o conseguiu dividir tudinho a ponto de ser confortável de ler. Por exemplo, se você escreveu a sua resenha e achou um tamanho médio, mas usou apenas 3 parágrafos, pode ser que os parágrafos tenham ficado grande demais e isso dá preguiça de ler todo. Escreva parágrafos com no máximo 15 linhas no campo de postagem do blog, pois acho que mais que isso dá preguiça real de ler. Mas, por outro lado, como comentei por aqui, já li resenhas que não eram na verdade resenha. Vou dar um exemplo claro abaixo:

RESENHA: Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

Tartarugas Até Lá Embaixo
John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 256
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Sinopse:
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.


  Confesso que estive ansiosa para ler o novo livro do John Green desde o lançamento, mas mais porque a maioria das obras do autor não me agradaram. Depois de A Culpa É Das Estrelas, nada do John me fez gostar dele. A escrita é ótima, claro, mas não foram livros que chamaram minha atenção de alguma forma. E aí chega Tartarugas Até Lá Embaixo, que pelo que li até agora é um divisor de águas, tem gente que gosta e gente que abomina. Bem, eu comecei achando extremamente chato. A protagonista parecia forçada e eu abandonei a leitura por um tempo, mas tudo isso foi explicado: minha ressaca literária estava rolando naquele momento e não houve um livro que me tirasse dessa ressaca até quarta-feira, com as Listas de Casamento de Becky Bloom.

“Eu estou no refeitório e começo a pensar que tem um monte de organismos morando dentro de mim e comendo a minha comida por mim, e que eu meio que sou esses organismos, de certa forma... Então eu sou um ser humano tanto quanto sou esse aglomerado nojento de bactérias, e na verdade não tem nada que possa me deixar totalmente limpa, sabe?”

RESENHA: As Listas de Casamento de Becky Bloom - Sophie Kinsella


As Listas de Casamento de Becky Bloom
Sophie Kinsella
Editora: Record
Ano: 2004
Páginas: 446
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Sinopse: Pela primeira vez a vida de Becky parece estar nos trilhos. Ela conseguiu um emprego de consutora de compras, no qual gasta o dinheiro de outras pessoas, e ainda é paga por isso. Mora num ótimo apartamento em Manhattan com Luke, o homem de sua vida, com quem abriu até mesmo conta conjunta! Então Lukea pede em casamento. E a confusão se instala na vida do casal. A mãe dela quer um casamento na Inglaterra. A sogra, uma festa de cinema em Nova York. Becky precisa escolher onde vai se casar, mas não consegue, perdida na preparação de listas de presentes, provas de vestidos e escolha de bufê. O tempo vai passando. E ela, de repente, percebe que está em grandes apuros. Como conciliar duas cerimônias no mesmo dia, na mesma hora e em dois continentes diferentes? Tudo bem, o noivo é o mesmo. Mas será que ele vai resistir a tamanha confusão?

 

PODE CONTER SPOILERS DOS PRIMEIROS LIVROS DA SÉRIE, SORRY

     Nunca fiquei tão feliz em postar uma resenha por aqui. Minha ressaca literária finalmente acabou e eu consegui terminar As Listas de Casamento de Becky Bloom, com o recorde de mais de 20 dias lendo. Acho que a narrativa contribuiu para minha ressaca continuar me matando e fico aliviada em ter terminado também.

"Falando sério. Claro que não vou me casar em Nova York. Claro que não. É impossível. Vou me casar em casa, como planejei, com um belo toldo no jardim. Não há motivos para mudar os planos. Nenhum.
Só que...
Ah, meu Deus. Talvez, só talvez, Elinor tenha alguma razão."

    Nesse terceiro livro da série da Becky Bloom, Rebecca finalmente aceita que depois que Luke apareceu em sua vida, ela mudou totalmente. A ponto se casar com o próprio e ter que controlar seu desejo pelas compras, mais uma vez. O único problema nesse chick-lit é onde será a tão sonhada festa de casamento de Becky e Luke: em Nova York, onde a mãe de Luke riquíssima pagaria pelo casamento mais luxuoso de todos os tempos, ou na Inglaterra, casa de Rebecca e Luke, onde a mãe de Becky já preparava e sonhava com esse casamento há décadas.