Botijões, entrevistas, gororobas e blog - MÊS 2

A imagem do post de hoje é da Rory Gilmore, de Gilmore Girls, que é a maior inspiração da minha vida e me faz continuar sonhando em ser jornalista. Sim, senhores!

      Dando continuidade à coluna da faculdade, trago mais um post bem atualizado do meu segundo mês. Sim, é extremamente necessário contar pra vocês sobre essa fase de adaptação e eu sinceramente vou adorar ler isso tudo quando estiver terminando a faculdade. Pra quem não leu ainda o post do meu primeiro mês, vou resumir a situação. Mudei de cidade, de rotina e de vida pra estudar Comunicação Social na UFPE. Essa coluna é pra sair no dia 5 de cada mês, contando como foi o mês anterior. No caso, contei dia 5 de Abril como foi o mês de Março. E hoje (bem atrasada), conto como foi Abril. Maaas resolvi fazer um pouco diferente, vou contar bem no geral como foi o mês. Vamos lá e prepare-se pra rir das minhas desgraças.


  • Em casa: Segundo minhas anotações, quebrei DOIS botijões de água. Sim. Nunca mais chego perto de um botijão. Fiquei com trauma de ter pago 30 temers por causa de uma (duas) escorregada! Fiquei sem dinheiro. Lisinha. Foi péssimo e isso me fez começar a anotar tudo que eu gastava. Uma pena que só durou 2 dias essa ideia de anotar tudo. 
  • A cidade: Me senti inteiramente responsável por mim mesma. Não sei qual foi o motivo pelo qual eu escrevi isso no meu bloco de notas. Mas creio que algo deva ter acontecido e isso me fez sentir responsável. Juro que não lembro. Vou começar a anotar os motivos ao lado dos fatos pro próximo mês!! 
  • A faculdade: Peguei um ônibus sozinha e sem medo. Parei no ponto sozinha e sem medo. Peguei vários ônibus sozinha depois disso, já que virei uma pessoa oficialmente atrasada. Pelo menos venci o medo de pegar um ônibus sozinha! Fiz minha primeira prova e tirei nota boa. Ainda assim fiquei chateada por não ter tirado mais. Mereço um tapa. 
  • As aulas: Apresentei meu primeiro trabalho de faculdade, que foi uma entrevista com uma publicitária que trabalha na Jovem Pan da cidade e com uma blogueira, a Duda Leal do blogdadudaleal.com. Quem quiser ver o vídeo, está NO FIM DO POST. Estudei porque deveria, e não porque precisava. Consegui fazer um lead sem ter erros::: vitória do mês.

Ok.

Mochila. Sapatos. Chaves. Carteira. Garrafinha de água. Ok.13:00 Saio do quarto e fecho a porta forçando um pouco a pobre. Depois da última chuva, par…

Nova parceria com a autora Taynara Lima

     Vim aqui hoje anunciar uma parceria com a autora Taynara Lima! Ela é a escritora do livro "Alguém Como Você" e eu fiquei bastante feliz por ter conseguido essa parceria. Estou bem ansiosa para ler o livro e espero em breve contar tudo pra vocês.


Jesse Blake é Jornalista, formado pela British Columbia University, uma das universidades mais respeitadas e prestigiadas do Canadá. Antigo aluno da faculdade, depois de passar pelos mais respeitados jornais do país, ele resolve realizar um antigo sonho: dar aulas. Nathalí Lavinski é brasileira e juntou dois sonhos e realizou de uma vez. De uma família humilde, ela trabalhou e estudou muito para conquistar a bolsa de estudos na British Columbia University e conseguir cursar Jornalismo.Mas o senhor Blake é uma pedra no sapato de Nathalí, as aulas de Jornalismo Investigativo são as piores possíveis. Durante uma das aulas, Blake faz um convite inesperado e chama Nathalí para ser sua assistente.Um escândalo envolvendo estupros em uma Universidade vizinha é o estopim para que eles comecem a investigar. Mas a pergunta que não quer calar é: será que esses dois conseguem trabalhar juntos?

 




Sobre a autora


Taynara Lima é carioca, tem 23 anos e o seu interesse pela leitura veio por influência da mãe. Escreveu a primeira história em 2009, uma fanfic — que na época chamava-se web novela — do cantor Jesse McCartney. Depois disso, escreveu diversas histórias não terminadas. Foi somente em 2015 que começou a publicar Alguém Como Você na plataforma Wattpad e conquistou diversos leitores. 





REVIEW: O Garoto da Casa ao Lado com Jennifer Lopez

O Garoto da Casa ao Lado
The Boy Next Door
Ano de lançamento: 2015
Elenco: Jennifer Lopez e Ryan Guzman
Classificação etária: +16 anos
Sinopse: Após ser traída pelo marido, a professora Claire Peterson está em vias de se divorciar. Ela vive sozinha com o filho adolescente, até perceber que um jovem acaba de se mudar para a casa ao lado. O sedutor Noah Sandborn rapidamente oferece ajuda nas tarefas da casa e se torna o melhor amigo do filho de Claire. Aos poucos, o vizinho passa a seduzi-la, levando a uma noite de amor entre os dois. No dia seguinte, a professora está decidida que tudo foi apenas um erro, mas Noah não pretende abandoná-la tão cedo. (Adoro Cinema)




      Confesso que desde que esse filme foi lançado fiquei louca pra assistir. Uma loucura aceitável já que todos falavam da polêmica envolvendo a Jennifer Lopez em um filme que sua personagem ficaria com um garoto mais de 20 anos mais novo. E foi justamente isso que pensei enquanto assistia o começo do filme. Entre meio assustada e estranhando tudo estar acontecendo tão rápido, fiquei os dois.

Resultado de imagem para o garoto da casa ao lado
Foto: Adoro Cinema
O filme conta a vida destroçada de Claire Peterson, uma mulher recém divorciada do marido por motivos de traição. Ela mora com seu filho adolescente e tenta esquecer seu ex marido e resistir aos seus pedidos de desculpas. Enquanto isso, um garoto se muda para a casa ao lado da sua para morar com seu avô e logo se aproxima do filho de Claire e tenta mostrar que tem interesse nela. É em uma noite solitária que Claire, bêbada, transa com Noah, o garoto da casa ao lado. Quando Claire pensa que pode esquecer a noite e fingir que nada aconteceu, Noah se mostra mais anormal do que já parecia.

Eu ainda choro #VOCÊNÃOESTÁSOZINHO


   São 11h da manhã. O alarme do celular toca sem parar. Será que se eu fingir que o despertador não tocou eu poderei faltar a aula hoje? Inferno. Tem prova, eu não posso deixar de ir. Levanto, vou ao banheiro, tomo banho, escovo os dentes, coloco minha roupa, solto minhas tranças do coque em que estavam, calço meu tênis e me olho no espelho do banheiro. Ok, é isso que temos para hoje, talvez se eu passar um batom...pego um gloss e passo, me sinto bonita hoje. Pego um lenço e coloco no cabelo, agarro a minha mochila e corro para cozinha. Eu sempre saio depois dos meus pais e chego antes deles, então eles não estão aqui mais. Faz um mês que estudo nesse colégio, é válido salientar que eu odeio esse lugar. Sempre amei estudar, sou a típica nerd em tempo integral, mas estar numa escola, nem sempre é tão divertido. No caminho eu só penso no quanto eu queria voltar para casa me enrolar na coberta e ficar por lá por tempo indeterminado lendo algum livro ou fazendo algo que não inclua lidar com outros adolescentes. Mas eu preciso ir, não posso perder a primeira prova. Pego uma banana no balcão e saio de casa.

   São 15h da tarde. Eu estou trancada numa cabine do banheiro escolar chorando fazem 15 minutos, eu queria sair, correr, contar para alguém, mas depois vai ser pior. Eu já falei com a professora uma vez e tudo que ela disse foi "faz parte, é fase, daqui um tempo todos vão querer ficar perto de você", será que ela não entende que isso não vai acontecer, e pior SE for, eu não quero ter que esperar a boa vontade deles? Eu comecei a estudar aqui faz UM MÊS, apenas UM MÊS e eu sempre termino o dia chorando desde então. Tudo que eu quero é sentar na minha cadeira, ter a minha aula tranquila e ir para casa. Tudo que eu fiz foi chegar na sala e sentar na mesma cadeira de sempre, encostada na parede na terceira cadeira da fileira, nem muito na frente, nem muito atrás. Na terceira aula, perto do intervalo, eu ouvi risadas, olhares em minha direção, mas não virei o rosto para saber o que era, não era a primeira vez que riam de mim por aqui. 
   O sinal tocou alertando o horário de lanche, eu esperei todos saírem, inclusive a professora, mas um grupinho de meninas e meninos do fundo ficaram lá me olhando, então peguei meu lanche na mochila e fui levantar para sair quando senti minha cabeça voltando com muita força para baixo. MAS QUE MERDA?! meu cabelo estava amarrado na cadeira. Mas com muitos nós, eram muitos fios das minhas tranças presas. O grupinho do fundo começou a rir alto, e bater as mãos umas nas outras, e se preparam para sair. O que eu iria fazer? Deixar eles irem e me deixar presa aqui? Perguntar porque fizeram isso? Esperar até o próximo professor entrar na sala? Uma das meninas veio para cadeira do lado pegar o lanche dela enquanto eu prendia as lágrimas que queria descer. "Natalia, você pode me ajudar a me soltar?" "Oi? Ah, claro" eu suspirei de alívio e vi que os outros que estavam na sala olhavam para ela com cara de interrogação. Foi então que ela riu e eu senti que não seria a ajuda que eu precisava. Ela tirou uma tesoura da mochila e cortou um grupo de tranças "NÃO, NÃO É PRA CORTAR!" "Acredite, estou te fazendo um favor, você não fica bem com ela, tentando ficar bonita, não está funcionando" a primeira lágrima desceu. "Começando pelo fato de você ter o cabelo muito duro, não sei se é pior com as tranças ou sem" a terceira e a segunda também desceram. "Eu não deveria dizer isso...mas talvez se tivesse a pele mais clara..." enquanto isso ela terminava de cortar as tranças na altura no meu pescoço. Então ela saiu da sala e eu corri para o banheiro onde estou há algum tempo.