Sorteio de aniversário do blog Pétalas de Liberdade!


     Quem não gosta de sorteios, não é mesmo? Adoro os coletivos, porque nunca vou adivinhar quando a sorte está do meu lado e imagina só ganhar vários livros de uma vez só? O Próxima Primavera está participando do sorteio de aniversário do blog Pétalas de Liberdade junto com outros blogs maravilhosos. Vai perder essa chance de ganhar uns livros bem massa?


RESENHA: Desaparecida - Catherine McKenzie

Desaparecida
Catherine McKenzie
Editora: Leya
Ano: 2014
Páginas: 318
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Sinopse: Quem nunca sonhou em recomeçar a própria vida do zero? A jovem advogada Emma Tupper se vê diante dessa oportunidade quando volta para casa, após passar seis meses desaparecida na África. Surpresa, percebe que todos acreditam que ela estava... morta. Emma descobre que sua antiga vida foi apagada. O apartamento onde vivia acaba de ser alugado para um novo inquilino, o misterioso fotógrafo Dominic. No escritório de advocacia, no qual construía uma carreira brilhante com chances de concorrer ao cargo de sócia, sua rival Sophie se apossou não só de seus clientes e de sua sala, mas também de seu namorado, Craig. Enquanto tenta resolver o caos no qual seu mundo se transformou, Emma se questiona: ela era feliz antes de sua viagem à África? Tinha valido a pena se sacrificar tanto em nome do trabalho? Amava Craig de verdade? Queria mesmo ter aquela vida de volta? Romântico e espirituoso, Desaparecida revela a envolvente trama de uma mulher à procura de si mesma.
 

     Sabe quando o livro tem a sinopse perfeita e você já consegue imaginar que vai ter um enredo bem viciante e completo? Bem, isso aconteceu nesse livro, mas a parte ruim é que só a sinopse e a ideia do livro são boas. Li capítulos inteiros bem entediada com a quantidade desnecessária de eventos que a autora jogava totalmente sem necessidades. Sinceramente, nem sei se valeu a pena a tentativa. 

     Em Desaparecida, Emma sofre a perda de sua mãe e planeja realizar seu último desejo de quando ela estava viva: visitar a África. Nessa viagem, que ela supostamente descobriria o porquê de ter ido para lá, ela acaba ficando presa por meses sem acesso a internet nem telefone. Quando Emma finalmente consegue voltar para casa, percebe que tinham a dado como morta e desaparecida e ela precisa recuperar sua vida antiga ou apenas construir uma nova. 

"- Onde foi parar aquela Emma que fez tudo isso?
- Eu acho que a perdi na África."

     "Se você tivesse a chance de recomeçar, o que você faria?". Essa frase está presente na capa do livro, que eu honestamente achei linda demais. O grande problema é a ilusão presente nela e na sinopse do livro. Emma é uma das personagens mais indecisas que eu já conheci nessa vida. Quando ela chega da África, esperneia demais porque tudo mudou. Ela queria que não mudasse? E então ela passa quase metade do livro na fossa porque as pessoas desistiram dela e, inclusive, o namorado, que estava saindo casualmente com sua inimiga mortal da empresa de advocacia em que trabalham. 

RESENHA: Simon vs. a agenda Homo Sapiens - Becky Albertalli

Simon vs. a agenda Homo Sapiens
Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
Páginas: 272
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Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar. Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu. Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos.
 

   Confesso que a motivação inicial de ler esse livro foi o lançamento da adaptação Com Amor, Simon (que está em pré estreia em alguns cinemas brasileiros), mas devo me defender dizendo que já me interessava pelo livro e por conhecer a escrita da Becky Albertalli há muito tempo por causa de inúmeras críticas positivas. Simon vs. a agenda Homo Sapiens foi um dos livros mais maravilhosos que já li até hoje e talvez ele esteja sendo já o meu queridinho de 2018. Não esperava tanto do livro, mas ele me conquistou demais e eu espero passar um pouco desse meu amor pela obra aqui pra vocês por meio dessa resenha.

"Um hétero que mal me conhece está me aconselhando a sair do armário. Sou praticamente obrigado a revirar os olhos."

   Nesse livro conhecemos Simon, um garoto de dezesseis anos que é gay. Ninguém sabe da sua sexualidade, mas não por ele ter vergonha ou medo de sair do armário e sim porque acha extremamente injusto gays terem que ter a fase de revelação para o mundo e os héteros não e nem liga pra revelação de fato. Ele realmente não liga muito para o que as pessoas podem pensar dele, pois é simplesmente quem ele é. Em um post do Tumblr de fofocas da escola, Simon conhece Blue, um menino anônimo que estava se revelando gay e foi aí que nosso querido Simon resolveu dar seu apoio. Simon e Blue viram amigos virtuais no anonimato. O grande problema surge quando Martin, um pseudo nerd, lê os e-mails dos dois e chantageia Simon para não divulgar todo o romance dos dois. Assim Simon vai aprender a lidar com os sentimentos dele por Blue e passar por todo esse drama. 

"Blue não é o verdadeiro nome dele. Ele é uma pessoa. Pode ser até alguém que eu conheço. Mas não sei quem. E não sei se quero saber."

#PREFIROOLIVRO Extraordinário (R.J Palacio) vs. Extraordinário (2018)

   

  Mais um post da linda coluna chamada #prefiroolivro. O nome continua totalmente sem graça, mas, explicando novamente, é uma brincadeira porque parece que em todos os filmes ou séries adaptados de livros, surge gente do bueiro pra dizer que prefere o livro. A estreia da coluna foi com a série Confess, adaptação do livro Confesse da Colleen Hoover, rainha dos romances New Adult. Dessa vez, trouxe uma adaptação beeem conhecida por todos que foi a de Extraordinário, que esteve nos cinemas há pouco tempo. Confesso que queria muito ter tido a emoção de ver esse filme lindo no cinema, mas eu estava de férias e longe da cidade onde moro e tem cinema haha. Vi umas semanas atrás pela internet mesmo e lembro até hoje do rio de lágrimas que eu chorei. Tome choro!


SOBRE O LIVRO EXTRAORDINÁRIO, DA R. J PALACIO

       Pra quem ainda não conhece a história emocionante de August Pullman, eis aqui minha sinopse totalmente parcial. Auggie é uma criança que nasceu com uma síndrome genética que, mesmo depois de várias cirurgias plásticas, o deixou com uma deformidade facial bem perceptível. O livro é centrado na primeira vez de Auggie na escola e como foi lidar com o bullying e a recepção de tantas crianças de uma vez, curiosas com o rosto dele. O livro é escrito lindamente, bem juvenil mesmo, então dá sim pra você comprar e presentear um irmão mais novo (vou seguir meu próprio conselho), um primo ou um afilhado, quem sabe. Extraordinário ensina sobre amizade, coragem e família de uma forma que te encanta de verdade. 

"Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo." Auggie
        Além de conhecer e me apaixonar por Auggie, o livro é dividido em vários personagens, coisa que ficou ainda mais envolvente na escrita da R. J. Palacio e a gente pode conhecer as lutas diárias não só de Auggie, mas de amigos dele e da própria irmã dele, a Via.


SOBRE O FILME EXTRAORDINÁRIO (2018)

Foto: rtve.se
    Que filme mais lindo! O que eu não chorei no livro, chorei duplamente nesse filme. Não sei vocês, mas certos livros não conseguem me fazer ver a situação do jeito que é. Por exemplo, com Auggie vemos que ele sofre bastante e teve uma vida bem difícil, que piora quando ele vai para escola pela primeira vez, mas eu não consegui imaginar muito porque meu cérebro barrava, assim como o sofrimento com A Culpa é das Estrelas, que aconteceu bem mais no filme do que no livro comigo (por mais que eu tenha me desidratado nos dois). 

RESENHA: Não é um Conto de Fadas - Kim RosaCuca

Foto: Saraiva
Não é um Conto de Fadas
Kim RosaCuca
Editora: Hyria
Ano: 2016
Páginas: 144
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Sinopse: Muito mais íntimo do que seus vídeos no YouTube, Kim RosaCuca mostra aspectos particulares em 'Não é um conto de fadas', publicado pela Editora Hyria. Este livro da youtuber, que já atingiu mais de 1 milhão de inscritos, transporta-nos para um universo que todos compartilhamos: o da ingenuidade na infância, das peripécias na adolescência, das alegrias, dos encontros e desencontros, amores, amigos, família...
*Livro cedido em parceria com a editora
 

     Já conhecia a youtuber Kim RosaCuca, mas não assistia os vídeos dela constantemente, nem sabia de sua história. A Editora Hyria me enviou três exemplares de Não é um Conto de Fadas para sorteio aqui no blog (o primeiro já foi feito, o segundo está no ar e o terceiro será feito em breve, em conjunto) e resolvi também resenhar aqui pra vocês, pois se gostarem do que falei, já podem correr lá na página do Próxima Primavera no Facebook para participar!

"Mas sabem o que acontece com as pessoas que tentam agradar todo mundo? Quanto mais elas tentam, menos conseguem."

     Não é Um Conto de Fadas é um livro autobiográfico da youtuber Kim RosaCuca, mas ao contrário de muitos outros livros assim, o foco não foi sua trajetória no Youtube e nem momentos bons de sua infância até o momento presente. Kim abre seu coração e conta que sim: a vida dela não foi nada como um conto de fadas, revelando como sua adolescência foi conturbada, resultando no que ela é hoje. 

RESENHA: Estamos Bem - Nina LaCour

Estamos Bem
Nina LaCour
Editora: Plataforma21
Ano: 2017
Páginas: 224
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Sinopse: Marin deixou tudo para trás. A casa de seu avô, o sol da Califórnia, o corpo de Mabel e o último verão agora são fantasmas que ela não quer revisitar. O retrato de uma história em que já não se reconhece mais. Ninguém nunca soube o motivo de sua partida. Nada se sabe sobre a verdade devastadora que destruiu sua vida. Agora, ela vive em um alojamento vazio e está sozinha no inverno de Nova York. Marin está à espera da visita de sua melhor amiga e do inevitável confronto com o passado. As palavras que nunca foram ditas finalmente se farão presentes para tirá-la das profundezas de sua solidão.


      Lembro que a primeira vez que ouvi falar desse livro foi nos stories da Bruna Vieira, do Depois dos Quinze. Ela estava mostrando os livros de capas mais bonitos de uma livraria de São Francisco, na Califórnia, e eu automaticamente achei a capa desse maravilhosa. Assim que vi que foi lançado no Brasil, já sabia que leria pela perfeição da capa, mas a sinopse meio misteriosa me deixou bem curiosa também e foi assim que comecei minha leitura.

"Todos (os cobertores) estão dizendo: deite. Ninguém vai saber se você passar o dia inteiro na cama. Ninguém vai saber se ficar com o mesmo moletom o mês todo, se fizer todas as refeições vendo TV e limpar a boca na camiseta. Vá em frente, escute a mesma música sem parar, até o som perder o sentido. Você pode passar o inverno dormindo."

     O livro conta a história de Marin, que fugiu de casa depois de uma tragédia, deixando tudo para trás, inclusive sua melhor amiga (e amante) Mabel. Ela tem fantasmas do passado a atormentando todos os dias enquanto passa as férias de fim de ano sozinha no alojamento da faculdade e é uma visita de Mabel que faz com que Marin tenha ânimo de receber a amiga e ainda por cima de lidar com respostas para perguntas que nem ela mesma sabia que existiam. 

    Estamos Bem é bem misterioso em si. Não sabia bem o que estava acontecendo com Marin no começo, mas amei a escrita meio poética da autora, que me deixou fascinada pelo conjunto de palavras que eram pesadíssimas, mas tão verdadeiras. Vemos uma protagonista que fugiu de casa e não sabemos os motivos, mas vemos claramente os sintomas de depressão, ansiedade e síndrome do pânico. E é com a chegada da tal melhor amiga que tudo muda.