RESENHA: Quem de Nós Está Mentindo - Karen M. McManus

Um de Nós Está Mentindo
Karen McManus
Editora: Galera Record
Ano: 2018
Páginas: 384
Classificação etária*: +14 anos
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Sinopse: Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol. E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus.
 *Exemplar cedido em parceria com o Grupo Editorial Record
 

  Estou de olhos bem abertos para esse livro desde que ouvi falar do lançamento no começo do ano. Mais uma vez repito que quem me acompanha por aqui sabe que eu estou numa vibe bem thrillers, suspense e tragédias. Esse livro tem a proposta perfeita contendo tudo que eu esperava: um crime, vários suspeitos, investigação e adolescência. Vi algumas resenhas negativas um tempo atrás e me preparei para o pior. Bem, o livro acabou superando minhas expectativas. 

"Ela é uma princesa, e você, uma atleta - responde ele, apontando o queixo para Brownyn e depois para Nate. - E você é um crânio. E também um criminoso. Vocês todos são estereótipos ambulantes de filmes de adolescente."

  Nesse livro, cinco adolescentes vão parar na detenção por seus celulares tocarem na aula. O único problema é que apenas quatro deles saem com vida da detenção e os outros automaticamente viram suspeitos de assassinato. Uma patricinha com o namorado perfeito, a gênia da escola, o atleta famosinho e o traficante de drogas da escola. Todos eles tem segredos muito bem guardados, mas que Simon, o dono de um Tumblr de fofoca acaba descobrindo e programando a postagem, pronto para revelar esses segredos pra escola toda. Mas como se Simon morreu na detenção?

  Gente, que livro! Ele é bem grossinho e eu até fiquei assustada no começo porque logo no primeiro capítulo toda a sinopse acontece bem na cara dura. Fiquei com medo de ter enrolação no resto do livro, mas a autora soube contar essa história muito que bem. Esse é aquele tipo de livro que, por mais que seja grosso, a gente não consegue ler devagar. Eu me embriaguei com esse livro, sério. 

"Eu tento imaginar o caso - eu, Nate e duas garotas tramando um assassinato por óleo de amendoim na sala de detenção do Sr. Avery. É tão idiota que nem sequer renderia um bom filme."

Li até a página.. (O Sol é Para Todos - Harper Lee)

     Esse é mais um post do projeto Próximo Capítulo, em parceria com alguns blogs literários muito legais e fofos dessa blogosfera. O tema desse mês é primeiras impressões e, por mais que minha leitura atual seja A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, decidi fazer de O Sol é Para Todos, que por coincidência parei na página 100. Claro que quero continuar e até vou depois de umas leituras programadas aqui, mas acho legal fazer minhas impressões até agora desse clássico, que faz parte do Rory Gilmore Books Project. 

Foto: Skoob

Primeira frase da página 100: 


"Desde que me lembro, passávamos todos os Natais na Fazenda Finch."

Do que se trata o livro?

O livro é em primeira pessoa, narrado pela pequena Scout, filha de um advogado. Ela e seu irmão tentam, em várias brincadeiras, desvendar o porquê de na casa perto da deles um homem viver recluso, o Boo Radley (pelo menos foi o que eu li até agora).

Sinopse:

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

O que está achando até agora?

RESENHA: Pule, Kim Joo So - Gaby Brandalise

Pule, Kim Joo So
Gaby Brandalise
Editora: Verus
Ano: 2017
Páginas: 208
Classificação etária*: +16 anos
Adicione no Skoob | Compre aqui: Saraiva  Amazon  Kindle  Estante Virtual  ||   ||   Sinopse: O que você faria se precisasse escapar da sua própria vida? Um história inspirada em dramas coreanos Marina vive em Curitiba, atormentada pelas agressões do ex-namorado. So vive em Seul, preso a uma culpa da qual não consegue se livrar. Em mundos tão distantes, mas carregando dores parecidas, a história dos dois vai se cruzar e fazer com que eles finalmente tomem o controle da própria vida, encontrando o ponto de virada que sempre buscaram. Pule, Kim Joo So é uma história ágil e original, que vai surpreender e divertir da primeira à última linha.


   Comecei esse livro por causa da premissa diferente, bem fora dos padrões do que eu ando lendo ultimamente e também por ser da Literatura Nacional, que eu não leio há bastante tempo. Confesso que nunca assisti realmente um drama coreano. Até comecei, mas não consegui terminar por causa da rapidez da língua e eu realmente tenho preguiça de ler legendas. Quando é inglês a língua, a legenda tá ali pra me ajudar com algumas palavras, mas sendo outra língua, cansa pra mim ter que ler já que tenho problemas de visão. Maaas, aproveitei então para ler o que eu não assisto. Esse livro promete super um enredo de drama coreano. 

"Então Marina colocou a mão na testa dele cuidadosa. Levantou o cabelo preto para avaliar o corte.E viu de perto os olhos puxados. Algo neles a algemou. Tinham lágrimas acumuladas e estavam exaustos, buscando os dela como se implorassem que Marina fosse um abrigo. Ele estava completamente no escuro."

   Marina é uma jornalista que trabalha na assessoria de um aeroporto e dá de cara com Kim Joo So no banheiro de lá. Ele parece meio fugitivo e ela acaba o levando pra casa dela, mesmo ele não falando português e ela não falando coreano. Com o passar do tempo, os dois vão se aproximando e vendo que os dois sofrem por não serem donos da própria vida, sempre sofrendo pelo passado. 

#PREFIROOLIVRO Com Amor, Simon vs. Simon vs. a agenda Homo Sapiens

  Vamos lá com outro post dessa coluna nada inovadora! Pra quem ainda não sabe, na coluna #PREFIROOLIVRO eu falo o que achei do filme em relação ao livro que, na maioria das vezes, já foi resenhado aqui no blog. Não quero mostrar qual o melhor e nem muito menos julgar nada. É só minha opinião e o nome da coluna não passa de uma brincadeira, já que muita gente sempre acaba preferendo o livro do que o filme. Dessa vez fui conferir Com Amor, Simon no cinema e me apaixonei total tanto quanto me apaixonei pelo livro Simon vs. a agenda Homo Sapiens. 





SOBRE O LIVRO SIMON VS. A AGENDA HOMO SAPIENS, DA BECKY ALBERTALLI


Li esse livro faz pouquíssimo tempo, menos de um mês atrás e não foi só por causa do filme. Na verdade, vi o filme como uma oportunidade ótima de ler logo e poder conferir no cinema e vir aqui contar pra vocês. Li o Simon vs. a agenda Homo Sapiens (um nome gigante desses, ainda bem que trocaram o nome do livro aqui no Brasil pra Com Amor, Simon) em poucos dias e no último quase me isolo do Universo de tanto que parei tudo que estava fazendo pra ler. Li quase metade do livro em horas de tanto que amei a narrativa, o Simon, a premissa e o mistériozinho. 

"Mas estou cansado de sair do armário. Tudo que faço é sair do armário. Tento não mudar, mas estou sempre vivendo essas pequenas mudanças. Arrumo uma namorada. Tomo uma cerveja. E, todas as vezes, preciso me reapresentar para o universo."

Pra quem ainda não conhece o livro, Simon vs. a agenda Homo Sapiens (ou Com Amor, Simon) conta a história de Simon, um garoto normais com uma vida simples dividida entre escola, amigos e família. Só que ele tem um segredo: ele é gay. Ele descobre via Tumblr que uma pessoa da escola dele também é gay e entra em contato com ela. Blue e Simon começam a conversar anonimamente e aí vemos um romance incrível surgir com dilemas familiares e uma grande chantagem de um colega de classe de Simon que acaba lendo os e-mails dele com Blue. Conto tudo mais detalhadinho (sem spoilers) lá na resenha do livro, confere lá!


SOBRE O FILME COM AMOR, SIMON (2018)

Foto: A Gambiarra
Meus planos eram resumidos a ver esse filme na estreia, mas dei viagem perdida. O filme estava em cartaz, mas não tinha entrado no sistema então fui pra casa desapontadíssima, mas na última quarta feira fui muito animada mesmo já sabendo tudo que aconteceria. Gente, que filme mais LINDO! Tudo, filmagem, roteiro adaptado, trilha sonora e claro: os atores. Não consigo ver Simon como outra pessoa além do Nick Robinson. Ele é o Simon perfeito e cumpriu minhas expectativas para com o personagem. Ficou tudo muito fiel.

RESENHA: A Menina Que Não Acredita em Milagres - Wendy Wunder

A Menina Que Não Acredita em Milagres
Wendy Wunder
Editora: Novo Conceito
Ano: 2016
Páginas: 327
Classificação etária*: +14 anos ||
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Sinopse: Campbell tem 17 anos. Ela não acredita em Deus. Muito menos em milagres Cam sabe que tem pouco tempo de vida, por isso quer viver intensamente e fazer tudo o que nunca fez, no tempo que lhe resta. Mas a mãe de Cam não aceita o fato de perder a filha, assim, ela a convence a fazer uma viagem com ela e a irmã para Promise um lugar conhecido por seus acontecimentos miraculosos. Em Promise, Cam se depara com eventos inacreditáveis, e, também, com o primeiro amor. Lá encontra, finalmente, o que estava procurando mesmo sem saber. Será que ela mudará de ideia em relação à probabilidade de milagres? A Menina que não Acredita em Milagres vai fazer você rir, chorar e repensar sua conduta de vida.
 

   Faz tempo que esse livro está nos meus desejados. Na verdade, foi justamente no lançamento, em 2016, e só agora consegui ler. Acho que esse tempo todo fez com que eu criasse expectativas que nem de longe foram suficientes para o que eu imaginei e para o que a própria sinopse nos indica. Na verdade, até eu ler eu achava que fosse uma Campbell, já que não acredito em milagres também. Um livro bem no estilo de um dos meus favoritos, Quase uma Rockstar, mas não foi.


"Se existe um poder superior fazendo origami do Universo, ele me odeia."

   Em A Menina Que Não Acredita em Milagres, a protagonista Campbell tem câncer em estado terminal e já tentou todos os tratamentos possíveis, nos melhores hospitais. Sua mãe, nunca desistindo da filha, descobre que uma cidadezinha no Maine tem a fama de acontecimentos milagrosos. Campbell, a mãe e a irmã largam a Flórida e embarcam em uma viagem até o desconhecido em busca de um milagre.

"Também não acreditava na Imaculada Conceição, mas você poderia arranjar um monte de problemas se admitisse para alguém que achava que a Virgem Maria provavelmente só tinha engravidado, assim como vinte por cento dos adolescentes da Flórida. Essa era uma ideia que você deveria guardar para si mesma. Porque outras pessoas precisavam de milagres. Outras pessoas acreditavam em mágica."

RESENHA: O Clube dos Oito - Daniel Handler

O Clube dos Oito
Daniel Handler
Editora: Seguinte
Ano: 2018
Páginas: 400
Classificação etária*: +16 anos || Adicione no Skoob - Compre aqui (Saraiva - Amazon - Ebook)
Sinopse: Como um grupo de jovens estudantes bem-educados acabou se envolvendo num escândalo que chocou um país? Por que tantos especialistas em comportamento juvenil têm algo a dizer quando o assunto é o Clube dos Oito? Até quando inúmeras manchetes de jornal e programas de TV sensacionalistas vão explorar o caso nos mínimos detalhes? Para fazer com que a verdade venha à tona, Flannery Culp, a dita líder do Clube, decide tornar público o diário que manteve ao longo do seu desastroso último ano de ensino médio. Agora que está presa por cometer um assassinato, a garota tem tempo de editar o que escreveu e revisitar a rotina que levava ao lado de seus sete melhores amigos. A narrativa de Flan, permeada de professores da pior índole, um amor não correspondido, aulas complicadas e jantares pomposos, comprova que ela pode até ser uma adolescente criminosa — mas, pelo menos, é uma adolescente criminosa muito inteligente.
*Exemplar cedido em parceria com a Companhia das Letras


      Confesso que fiquei ansiosíssima para ler esse livro assim que li a sinopse. Quem me acompanha por aqui sabe que estou numa vibe muito investigação criminal, assassinato, thrillers e dramas com mortes. Vai saber o que tá acontecendo né? E esse livro promete quase tudo isso e ainda por cima com adolescentes. Até agora, uma hora depois de ter finalizado a leitura, não sei dizer se foi uma leitura boa ou sem pé nem cabeça. 

"Talvez isso soe péssimo, mas gostaria de propor um brinde à esperança de sobreviver à escola. Minha irmã chorava o tempo todo de tanto estresse quando estava no último ano. Acho que esse tipo de coisa pode ser um teste às amizades, por isso quero propor um brinde a sermos cuidadosos e tentarmos chegar lá."

   Em O Clube dos Oito, conhecemos Flannery Culp, uma adolescente aparentemente normal (que comete um assassinato), que gosta de sair com os amigos e festejar. Ela e os amigos formam o tão famoso Clube dos Oito, com jantares especiais com muita bebida, drogas, sexo e curtição e, este está sendo julgado por assassinato. Esse livro é uma ficção, claro, mas Flannery narra da prisão, que todo o livro é seu diário escrito antes e até o momento do crime, adicionando revisões em acontecimentos do passado. 

   Não tem nenhum mistério em O Clube dos Oito. Antes mesmo de começar a ler, sabemos que Flannery Culp é uma assassina. O que nos faz querer ler? Saber quem ela matou, por que ela matou e se ela merece nossa piedade e compaixão. É assim que ela começa mostrando as primeiras páginas do diário dela, com observações escritas por ela na cadeia. Achei bem diferente esse estilo de narrativa e isso me prendeu demais. O problema aí foi o seguinte: as sequências da narração. A própria Flan fala que não se importa com o que faz sentido o ou não, pois é um diário. Isso é perceptível bem da metade pro fim, quando eu passei a ler uma página inteira sem entender quem é quem, quem disse o que, quem diabos estava narrando (mesmo sabendo que era o diário da Flannery) e por que tanto lenga lenga.